4. ECONOMIA 6.3.13

GENTE, O PIB SUMIU!
A fuga dos investidores trava a atividade econmica, e o Brasil teve em 2012 um ano perdido.

     A recuperao na atividade da economia brasileira ocorre em uma intensidade menor do que aquela que o governo e a maior parte dos analistas haviam projetado. O fraco desempenho ficou evidente com a divulgao dos nmeros do PIB, na sexta-feira, pelo IBGE. A economia cresceu 0,9% em 2012, resultado que  o pior desde a recesso de 2009 e inferior ao obtido pela China (7,8%), ndia (5%), Mxico (3,9%), Estados Unidos (2,2%) e at mesmo Japo (1,9%). Apenas os pases europeus ficaram abaixo do Brasil. A indstria, com dificuldades para ser competitiva diante da presso nos custos internos e dos gargalos na logstica, registrou um declnio de 0,8%. Outro setor que puxou o PIB
para baixo foi a agropecuria. Isso se deveu sobretudo  queda na produo, decorrente principalmente da seca na Regio Sul, apesar dos bons preos de algumas lavouras. Mas o ponto mais negativo, entre os nmeros divulgados pelo IBGE, foi a queda de 4% nos investimentos. Essa reduo  uma indicao de que as empresas esto menos otimistas em relao ao crescimento futuro e, por isso, diminuram a aplicao de recursos na expanso de seus negcios.
     O recuo nos investimentos demonstra tambm a incapacidade do governo, at aqui, de fazer com que as obras para a expanso de estradas, ferrovias e portos saiam do papel. Sem a ampliao da capacidade produtiva e logstica, diminui o potencial de crescimento da economia a longo prazo e aumenta o risco de uma alta na inflao. Na esperana de reverter a queda, a equipe econmica anunciou uma nova tentativa de atrair investidores privados para os projetos de rodovias e ferrovias, oferecendo condies mais rentveis para os possveis investidores privados. Ao mesmo tempo, o governo tenta aprovar uma lei que abre  iniciativa privada o investimento em portos. "Tem de acabar a contradio no Brasil de que ou se faz algo pblico ou se faz algo privado", afirmou Dilma, em evento com empresrios. "Nenhuma das medidas que ns tomamos foi com a pretenso de achar que o estado resolve tudo." As palavras soam como o reconhecimento de que a estratgia de usar o estado como indutor do crescimento colecionou apenas pibinhos.

A ECONOMIA PATINA
A queda nos investimentos e na produo industrial explica o menor ritmo de avano da economia brasileira.

Variao do produto interno bruto (PIB) em relao ao ano anterior:
2008: +5,2%
2009: -0,3%
2010: +7,5%
2011: +2,7%
2012: +0,9%
1,8%  a mdia de crescimento anual no governo Dilma.

ONDE O PIB AVANOU
Gastos do governo: +3,2%
Consumo das famlias: +3,1%
Comrcio e servios: +1,7%

ONDE O PIB FRUSTROU
Investimentos: -4%
Agropecuria: -2,3%
Indstria: -0,8%

Fonte: IBGE


